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Com a prisão de Jeferson Carvalho da Silva, secretário de Transportes e Mobilidade Urbana de Jacaraú, suspeito de envolvimento na morte do vereador Peron Filho, vieram à tona novos episódios que revelam o histórico de violência do servidor.

Durante a campanha eleitoral de 2024, Jeferson foi alvo de um inquérito policial por suposta agressão contra uma mulher, identificada como Eryka Wanessa Damascena Pereira, e tentativa de homicídio contra Edilson Lopes de Farias, conforme o processo nº 0801084-60.2024.8.15.1071, que tramitou na Comarca de Jacaraú.

De acordo com a sentença proferida pelo juiz Eduardo R. de O. Barros Filho, o inquérito foi arquivado após o Ministério Público constatar que os fatos já estavam sendo apurados em outro processo, de nº 0801028-27.2024.8.15.1071, no qual Jeferson já havia sido denunciado. A decisão destacou que a duplicidade de investigações sobre o mesmo caso configuraria “bis in idem investigativo”, determinando a continuidade apenas do processo principal.

Com a recente Operação Parlamento, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que resultou na prisão de dois secretários municipais e outros três investigados, a irmã do vereador assassinado, Mayara, veio a público relembrar o episódio de agressão e acusar o governo municipal de omissão e irresponsabilidade.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mayara fez um desabafo emocionado:

“Esse caso aconteceu em 2024. E no ano de 2025, esse excelentíssimo senhor prefeito, Márcio Aurélio, colocou uma pessoa dessa no poder. Infelizmente, o sangue também está nas mãos deste governo, o sangue do meu irmão está nas mãos. O crime não foi só contra a família de Peron, foi um crime contra a democracia.”

Ela também criticou a postura do prefeito após a prisão dos secretários:

“Então, excelentíssimo senhor prefeito, não venha com essas mensagens, essas notas na internet querendo mentir para a nossa população. Eu estou engasgada, eu tenho que falar, porque eu não aguento mais tanta mentira. Infelizmente, foi você que colocou essa pessoa aí, e eu perdi o meu irmão porque você foi irresponsável de colocar essa pessoa no poder.”

A situação reacende o debate sobre a permanência de servidores públicos em cargos de confiança, especialmente quando há processos criminais em andamento e histórico de conduta violenta.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Paraíba, que apura os mandantes e executores do assassinato do vereador Peron Filho, ocorrido em setembro deste ano, no município de Pedro Régis.

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