A decisão anunciada nesta terça-feira (2) pela Federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — de deixar oficialmente a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou repercussões políticas em todo o país. A medida obriga filiados que ocupam cargos no Executivo federal, como os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte), a entregarem seus postos em até 30 dias, sob risco de sanções partidárias.

Na Paraíba, o cenário segue em outra direção. O vice-governador Lucas Ribeiro (PP), apontado como candidato natural do grupo governista em 2026, reafirma publicamente seu alinhamento com Lula e a importância da parceria com o governo federal para investimentos no estado.

Nosso governo já tem o presidente Lula. Governamos com ele, com apoio dele … É um governo que dialoga, que tem proximidade e que tem obras importantes no estado, muitas delas pelo PAC”, declarou recentemente Lucas Ribeiro em entrevista à Rádio Arapuan FM.

Ele também relembrou a campanha de 2022, quando percorreu a Paraíba pedindo votos para Lula:

“Desde o primeiro turno da eleição passada, percorremos cada ponto da Paraíba pedindo voto para ele. No segundo turno, da mesma forma. Lula está no meu palanque.”

A contradição evidencia como arranjos políticos locais podem se sobrepor às diretrizes nacionais: enquanto em Brasília a federação cobra “coerência” e rompe com o Planalto, na Paraíba o PP permanece aliado, tanto ao governador João Azevêdo quanto ao presidente Lula.

A situação levanta uma questão inevitável: como ficará a posição do vice-governador Lucas Ribeiro, que segue firme no apoio a Lula, diante de uma orientação partidária que exige afastamento do governo federal? Haverá algum tipo de acomodação política ou o PP estadual buscará isenção desse novo direcionamento nacional?

Analistas avaliam que a decisão pode gerar tensões internas. Dirigentes da federação avisaram que quem permanecer no governo sem aval partidário pode ser punido, mas ainda não está claro como a orientação será tratada nos estados onde o partido tem compromissos políticos e eleitorais consolidados — como no caso paraibano.

Destak1.com

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