
O prefeito de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba, Márcio Aurélio Cruz, passou a ser citado em uma das linhas de investigação que apura o assassinato do vereador Peron Filho, encontrado morto em setembro deste ano.
A Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima indicando que o prefeito teria participado de uma reunião com dois auxiliares que hoje estão presos por suspeita de envolvimento no crime:
- Jeferson Carvalho, então secretário de Transportes e Mobilidade Urbana;
- Antônio Fernandes, secretário de Administração.
Ambos foram detidos durante a Operação Parlamento, deflagrada no dia 30 pela Polícia Civil da Paraíba com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Suspeita reforçada por provas e depoimentos
Segundo o delegado Sylvio Rabelo, o encontro teria ocorrido cerca de 25 dias após a morte do vereador e não estaria relacionado a assuntos da administração municipal, o que tornou a reunião suspeita.
O delegado confirmou que outras provas relacionadas ao encontro já foram coletadas, mas não detalhou o conteúdo para “não atrapalhar as investigações”.
Prisões no RN e nova peça-chave no caso
Além dos dois secretários detidos, a operação prendeu outros dois suspeitos no Rio Grande do Norte, apontados como possíveis executores do assassinato de Peron Filho.
Houve ainda a prisão de um empresário, dono de uma pousada em Jacaraú. De acordo com o delegado Sylvio Rabelo, o local teria sido o ponto de uma reunião entre os suspeitos antes da execução do vereador — informação considerada relevante para compor a dinâmica e o planejamento do crime.
Os secretários foram afastados de suas funções pela Prefeitura de Jacaraú logo após as prisões.
Caso avança no Tribunal de Justiça da Paraíba
A Polícia Civil informou que os autos do inquérito foram encaminhados ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que atua em casos com investigados que possuem prerrogativa de foro.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) conduz investigações paralelas e complementares, numa atuação conjunta que busca apontar mandantes, articuladores e executores.
Por enquanto, a Polícia Civil não confirmou se o prefeito será ouvido formalmente, e o conteúdo das provas permanece sob sigilo.






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